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30 de Abril de 2019

Dia do ferroviário: histórias de quem faz o trem andar

No dia 30 de abril, comemora-se o Dia do Ferroviário, uma homenagem a todos aqueles que trabalham nas estradas de ferro do Brasil. Essa data remete à inauguração da primeira linha ferroviária do Brasil, a Estrada de Ferro Petrópolis, que tinha mais de 14 quilômetros e, ligava o Rio de Janeiro até Raiz da Serra (RJ). Por trás dos vagões, locomotivas, dos trilhos e dormentes têm mãos, pessoas e muitas histórias. A VLI, empresa que administra a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e o tramo norte da Ferrovia Norte-Sul, integra essa memória e conta com um time de mais de 7 mil pessoas.

Nos bastidores de uma ferrovia há um grupo enorme de profissionais que contribuem para os trens estarem na linha e prontos. O analista Lauro Nunes e a supervisora de Manutenção Josikelle Oliveira são algumas dessas figuras. Ela integra esse grupo há 15 anos. Antes do estágio no curso técnico de eletrotécnica Josikelle nunca tinha visto uma locomotiva de perto. “No primeiro dia na oficina eu vi uma máquina e fiquei impactada. Nascia ali um sentimento especial”, lembra. Hoje, ela supervisiona uma equipe de 35 pessoas. O objetivo é garantir que os vagões e locomotivas que circulam entre Arcos e Barra Mansa, passando por Lavras, estejam nas melhores condições de uso. Antes de cada partida, as composições são inspecionadas. No dia a dia ela carrega o orgulho de ser ferroviária. “Eu nem conhecia o setor. Sinto que a ferrovia me ajudou a ser vencedora”, enaltece.

Lauro contabiliza 34 anos de trabalho dedicados à ferrovia. Lavrense, ele começou como agente de estação – acompanhava a circulação dos trens na região atento para garantir o melhor fluxo de chegada e saída. Hoje, na área de Programação ele é um elo entre cliente e operação. Se estivesse em um campo de futebol, Lauro jogaria no meio com o papel de organizar o time. Ele acompanha o andamento das atividades na ferrovia, a necessidade de carga e aciona as áreas operacionais. A relação com a ferrovia começou ainda na infância. Morando próximo da linha e com o pai ferroviário o destino não poderia ser outro. “Acho que esses dois pontos foram os impulsos para a minha paixão. Sinto prazer e orgulho de ter transformado isso em uma carreira”, aponta.

Ferrovia em família

 Na Bahia, Ednilson da Silva, 51 anos (32 de ferrovia) tem orgulho de ver a 4ª geração da família a trabalhar no setor.  Além de conhecer as histórias do avô e do pai, o ferroviário assiste a filha dar os primeiros passos no segmento. “Quando eu ingressei era sonho de muita gente ser concursado da Rede. Depois desse tempo todo ainda sinto a paixão. Trabalhar na ferrovia é diferente. Há uma dinâmica que nos desafia todo o dia e não tem rotina”, conta.

Nos incontáveis quilômetros de vai e vem do trem, Ednilson foi auxiliar, maquinista até ocupar o posto de inspetor de tração. Ele acompanha as equipes durante as manobras e atua para garantir o melhor fluxo possível. Compartilhar toda a experiência é uma missão. “Daqui a pouco eu vou parar, mas nem penso nisso no momento. Quero deixar todo meu conhecimento para os colegas. Sinto uma grande satisfação em fazer isso”, destaca.

No interior de Goiás quem também tem história para contar em quase três décadas de ferrovia é o Joaquim Alves operador de pátio em Goiandira. Ele começou a carreira como agente de estação e percorreu por algumas localidades do estado. Atualmente, ele acompanha a carga, descarga e formação de trens em três pontos (dois deles em Catalão). A paixão à primeira vista pela ferrovia multiplicou dentro de casa. “Criei minha família com essa carreira. É muito gratificante ver meu filho como maquinista e meu irmão como inspetor. Nosso sentimento pela ferrovia é contagiante”, comenta.