Todo o conteúdo identificado em Betim, durante o trabalho que será cocriado com as comunidades ao longo de 11 meses, será transformado em uma expografia que terá visitação gratuita e será instalada na Estação Ferroviária da cidade
O Programa Estação de Memórias, desenvolvido pela VLI – administradora da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) –, em parceria com a AIC – Agência de Iniciativas Cidadãs e a administração municipal de Betim, chega a Betim, cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte. O objetivo da iniciativa é preservar a memória ferroviária, que faz parte do patrimônio material e imaterial de diversos municípios brasileiros, bem como criar espaços para que as novas gerações conheçam a história da ferrovia.
O Estação de Memórias registra e difunde as memórias das pessoas sobre o passado. E, para contar essas memórias ferroviárias, são realizadas diversas atividades, como encontros, entrevistas e oficinas colaborativas. Na próxima quarta-feira (17), às 15h, o projeto será apresentado em Betim durante o Café com Prosa, que será realizado na Casa de Cultura Josephina Bento, localizada na Avenida Padre Osório Braga, 18, Centro.
O evento é aberto aos ferroviários aposentados e demais moradores da cidade que tenham interesse no projeto. Todo o conteúdo identificado em Betim, durante o trabalho que será cocriado com as comunidades ao longo de 11 meses, será transformado em uma expografia que terá visitação gratuita e será instalada na Estação Ferroviária da cidade.
A gerente-geral de Sustentabilidade e Comunicação da VLI, Danny Marchesi, destaca que preservar as histórias para a presente e futuras gerações integra o compromisso da companhia de deixar legado e compartilhar valor com a sociedade. “A preservação do patrimônio histórico e da memória ferroviária é um dos pilares da estratégia de atuação social da VLI. As ferrovias foram essenciais para o desenvolvimento econômico e social de muitas cidades brasileiras, moldando suas identidades. A companhia se orgulha por fazer parte da história de Betim e promover a celebração e a preservação dessas memórias”, frisa.
O programa
A iniciativa, existente desde 2022, está presente em 18 municípios brasileiros: Contagem, Matozinhos, Mateus Leme, Santa Luzia e Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH); Carmo do Cajuru, Divinópolis, Formiga e Itaúna, no Centro-Oeste mineiro; São João del-Rei e Tiradentes, no Campo das Vertentes, em Minas Gerais; Uberaba, Campos Altos, Araguari, no Triângulo Mineiro; Três Rios, no Rio de Janeiro; Aguaí, em São Paulo; Alagoinhas e Cachoeira, na Bahia.
Em 2026, o Estação de Memórias deve ser implantado também em Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais; Bambuí, no Centro-Oeste Mineiro; e em Catalão, no estado de Goiás. Neste ano, além de Betim, a iniciativa já teve início em Santo Antônio do Monte, no Centro-Oeste de Minas. O Programa Estação de Memórias recebeu, nos últimos anos, mais de R$ 17 milhões para a preservação da memória ferroviária. O investimento é realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
Sobre a AIC
Fortalecer, articular e promover ações coletivas de construção da cidadania, a partir de modos de fazer inventivos e colaborativos. Essa é a causa que move a AIC – Agência de Iniciativas Cidadãs, organização sem fins lucrativos que soma 31 anos de atuação em cinco grandes áreas: mobilização social, educação, cultura, juventudes e fortalecimento da sociedade civil. Realizamos variados projetos e programas sociais, junto a uma rede de mais de 500 entidades parceiras – entre instituições públicas e privadas, movimentos sociais e fóruns de promoção de direitos. Nosso trabalho já obteve reconhecimento em mais de 30 prêmios nacionais e internacionais, concedidos por organizações como Organização das Nações Unidas (ONU), Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).



