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Minas Gerais ganha primeiro fluxo de baixo carbono para transporte de açúcar em direção ao Porto de Santos

Rota Verde Evento Uberaba MG 02

A Bioenergética Aroeira, em parceria com a Gasgrid/ZEG Biogás, Aguetoni Transportes e a VLI Logística, apresenta o primeiro fluxo de baixo carbono para transporte de açúcar de Minas Gerais em direção ao Porto de Santos. O projeto utiliza o biometano produzido a partir de resíduos da indústria sucroenergética para abastecer caminhões que realizam o transporte de açúcar até o Terminal Integrador de Uberaba, administrado pela VLI. De lá, a carga segue pela Ferrovia Centro-Atlântica até o Porto de Santos, onde é exportada.

A iniciativa conecta diferentes etapas da produção e distribuição em uma cadeia logística de menor emissão, quando comparada a rotas rodoviárias convencionais abastecidas exclusivamente com diesel, demonstrando na prática como a integração entre energia renovável, transporte rodoviário e ferrovia pode contribuir para a redução das emissões do setor.

“O diferencial desta iniciativa está no aproveitamento de resíduos gerados pela própria cadeia sucroenergética para a produção de biometano utilizado no transporte da carga. O projeto demonstra como a economia circular pode gerar ganhos ambientais e operacionais, conectando produção de energia renovável e logística em uma mesma solução”, destaca Eduardo Fioreze, Gerente Comercial da Bioenergética Aroeira.

O biometano utilizado nos caminhões é produzido a partir de resíduos da produção sucroenergética, transformados em combustível renovável por meio de processos de biodigestão e purificação. Além de substituir o diesel no transporte rodoviário, a solução cria uma aplicação de valor agregado para resíduos da cadeia produtiva, fortalecendo seu caráter circular.

“O transporte ferroviário, por suas características, pode emitir até 75% menos CO2 por tonelada transportada em comparação com os caminhões quando abastecidos com combustíveis de origem fóssil. Na composição do transporte de cargas no Brasil, esse modal é uma importante alavanca de descarbonização. O trabalho com parceiros permite somar esforços para alcançar resultados ainda mais relevantes, aproveitando a vocação de cada modal e promovendo uma logística de menor carbono para a cadeia do açúcar”, afirma Asley Fonseca Ribeiro, gerente-geral de Inteligência Comercial da VLI.

Durante a fase piloto do projeto, já em curso, a movimentação de cargas terá um volume mensal estimado de 12 mil toneladas e potencial de crescimento ao longo do segundo semestre. Para 2027, a expectativa é que o fluxo movimente cerca de 200 mil toneladas de açúcar.

Economia circular na prática

O diferencial do projeto está na aplicação dos princípios da economia circular na produção do combustível utilizado no trecho rodoviário da operação. Resíduos gerados durante o processamento da cana-de-açúcar são aproveitados para a produção de biometano em uma planta desenvolvida pela Bioenergética Aroeira em parceria com a Gasgrid/ZEG Biogás. O combustível renovável é então utilizado para abastecer os caminhões responsáveis pelo transporte da carga até o terminal ferroviário.

Além dos benefícios ambientais, o combustível renovável representa uma alternativa estratégica para o fortalecimento da segurança energética nacional. Produzido localmente, o biometano reduz a dependência de combustíveis derivados do petróleo e minimiza a exposição às oscilações do mercado internacional de energia.

Para os parceiros envolvidos, a iniciativa demonstra que competitividade logística, inovação e sustentabilidade podem caminhar juntas no desenvolvimento de soluções para o transporte de cargas. Mais do que transportar açúcar, a Rota Verde transporta um conceito: o de que o futuro da logística será construído com inovação, cooperação e energia renovável.

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